Copyright 2017 Marilá Dardot
Represented by Galeria Vermelho (BRA) and Arredondo \ Arozarena (MX)

Lisbon blues

Lisbon blues2019-09-20T14:30:04+00:00

Project Description

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Installation
Boxes, posters and stickers discolored by the sun, collected in stores in Lisbon, cardboard and glass shelves

Lisbon blues  is the title of the art installation in the nanogaleria, composed of around thirty boxes, which precisely reflects the markings that Lisbon bares in its contemporaneity. These boxes, as a whole, form a near mono-chromatic blueish blotch. Collected by the artist throughout the course of four months, they have not been subjected to any intervention or pictorial process. The blueish hue they all display is due, in fact, to the solar exposure they were subjected to throughout their existence on the window displays of small Lisbon shops. These boxes that have remained for years on display, and the resulting chromatic changes, are a reflection of the permanence/transience and sustainability/ erratic-change contradictions of the socioeconomic and political dynamics, be they at the neighborhood level, be they at city or country level. Just as the monochromatic hue of the boxes reveals an erasing of the colors that made up their identities – the last colors to resist solar exposure throughout time are blue and black – so do the recent and constant changes in the typical neighborhoods of Lisbon eliminate many of their sociocultural anchors and meeting points and spots of community relations, changing their sustainable urban dynamics in a drastic fashion.
* Excerpt from text by Luisa Santos and Ana Fabíola Maurício on the installation

Instalação
Caixas, cartazes e adesivos descoloridos pelo sol, recolhidos em lojas de Lisboa, prateleiras de papelão e vidro

Lisbon blues é o título da instalação composta por cerca de trinta caixas na nanogaleria que reflete, precisamente, as marcas que Lisboa mostra na contempo- raneidade. Estas caixas, em conjunto, formam uma mancha quase monocromática azulada. Coleccionadas pela artista ao longo de quatro meses, não foram sujeitas a qualquer intervenção ou processo pictórico. O tom azulado que todas ostentam deve-se, na verdade, à exposição solar a que foram sujeitas ao longo das suas vidas nas vitrines de pequenas lojas Lisboetas. Estas caixas que permaneceram durante vários anos nas vitrines e as suas consequentes alterações cromáticas são um reflexo das contradições perenidade-efemeridade e de sustentabilidade-inconsistência das dinâmicas socioeconómicas e políticas quer à escala de bairro, quer da cidade e do país. Do mesmo modo que o tom monocromático das caixas revela um apagamento das cores que compõem as suas identidades – as últimas cores a resistir à exposição solar ao longo do tempo são o azul e o preto – também as recentes constantes mudanças nos bairros típicos de Lisboa eliminam muitas das suas âncoras socioculturais e pontos de encontro e de relação da comunidade, alterando de forma drástica a dinâmica urbana sustentável dos mesmos.
*Trecho do texto de Luisa Santos e Ana Fabíola Maurício sobre a instalação

Project Details

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